Quem tem insônia pode dizer com clareza quanto é irritante. Você fica horas e horas tentando pegar no sono, depois de um dia bastante cansativo, mas o relaxamento não acontece, e você não consegue dormir.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela Philips, em março deste ano, na qual foram entrevistados 11.006 adultos em 12 países, sendo 1.001 deles aqui no Brasil, 36% dos brasileiros afirmaram sofrer de insônia de forma recorrente.

Para que isso aconteça há diversos fatores. A insônia pode ser consequência de stress, ansiedade, consumo de cafeína, tabagismo, entre outros. Porém, a tecnologia ultimamente tem um papel cada vez mais influente em situações como essa.

“Muitas pessoas hoje em dia estão perdendo o controle sobre o uso excessivo de celular, o que ainda pode ser prejudicial ao cérebro e ao resto do corpo somente por causa da luz que emite”, afirma Sabrina Ferrer, psicóloga-chefe do FalaFreud, serviço de ajuda psicológica online.

“E isso é ainda pior à noite. Se ficarmos muito tempo expostos à luz do celular antes de dormir, nosso cérebro fica confuso e as consequências serão bastante prejudiciais em longo prazo. A tela causa um efeito semelhante à luz do sol da manhã e faz com que o cérebro pare de produzir melatonina, um hormônio que indica ao corpo que é hora de dormir”, completa Sabrina.

Se você já comprou uma lâmpada de LED, deparou-se com informações sobre a temperatura da Luz: há luzes de 6500K, 4000K, 2700K, etc. O K refere-se a Kelvin, uma unidade de medida de temperatura.

Curiosamente, o que se considera como uma luz fria (azulada) são luzes com essa medida de temperatura maior, acima de 500K. Já as quentes (amareladas) são luzes com temperatura menor, cerca de 2000K.

“A questão é que cada um desses tipos de luz causa um efeito diferente no nosso corpo. De maneira geral, a exposição à luz causa efeitos visuais e não visuais. Há estudos que mostram que algumas dessas alterações não dependem da percepção da luz pelos olhos, pois os efeitos não visuais também ocorrem em pessoas com cegueira”, explica Edson Issamu Yokoo, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Os efeitos visuais referem-se à percepção da luz e das imagens. Já os efeitos não visuais estão mais ligados à liberação ou inibição de hormônios, alterações de comportamentos e até no relógio biológico.

“Luzes frias, do espectro azul, têm um comprimento de onda com maior potencial de estimular tipos específicos de células retinianas, desencadeando o efeito de promoção de

alerta. A luz quente, ou amarelada, por sua vez, possui menor potencial de estimular estas células retinianas”, exemplifica Daniela Pachito, neurologista especialista em Medicina do Sono e membro da Associação Brasileira do Sono.

LUZES PARA CADA CÔMODO

QUARTO

O ideal é utilizar luzes mais “quentes”, entre 2000K e 3000K, pois elas passam uma sensação de relaxamento maior.

SALA

Em cômodos como ambiente para relaxamento ou, ainda, para refeições ou sala de TV, o ideal também será as luzes quentes, entre 2000K e 3000K. Logo, você terá um ambiente aconchegante e uma refeição tranquila.

BANHEIRO, COZINHA E ESCRITÓRIO

Sendo ambientes neutros, o recomendado são luzes neutras de 4000K, que são mais próximas da luz natural. Isso vale também se o ambiente for iluminado durante o dia.

ÁREA DE SERVIÇO

Para estimular a produtividade, luzes frias, entre 5000K e 9000K, são mais apropriadas. Elas normalmente são usadas em ambientes fabris e hospitais, devido a essa característica.